Rastro × Purple Metrics
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Rastro × Purple Metrics
Resumo executivo · handover
01 · O que a Rastro foi contratada para fazer

Traduzir o novo posicionamento do Purple em direção criativa — e em peças prontas pra rodar.

Um modelo enxuto: workshop criativo de 2 dias para cocriar a narrativa central com o time Purple, seguido de um sprint de execução das peças-âncora do lançamento.

Para quem está chegando agora: este material resume tudo o que foi construído com o time anterior de marketing do Purple. A ideia é que você entenda em 10 minutos de onde viemos, onde chegamos e o que já está prototipado.

As 3 etapas

Etapa 1 · 1 dia

Kickoff

Alinhamento entre lideranças: desafio, contexto da marca atual, materiais e expectativas de sucesso. Gerou o debrief interno que desenhou os exercícios do workshop.

Etapa 2 · 2 dias

Workshop criativo

Dia 1 — imersão, distinção competitiva, perfil do CMO e ponto de vista, fechando o brief criativo.
Dia 2 — narrativa central, tagline e estrutura dos entregáveis (rollout).

Etapa 3 · 2 sprints de 5 dias úteis

Sprint de execução

Creative sprint das peças-âncora → rodada de feedback Purple → sprint final de ajustes.

Entregáveis contratados

01

Sistematização do workshop

Documento consolidado com todo o conteúdo cocriado.

02

Prévia de homepage

Wireframe e títulos da home com o novo posicionamento.

03

Post fixado

Peça de abertura do perfil no Instagram.

04

Intro da apresentação comercial

Até 10 slides de abertura do pitch.

Equipe Rastro

Rafael Bizachi

Diretor de Estratégia & Operações · ponto focal do handover

Afonso Soares

Diretor Criativo

Redação SR

Roteiro e copy das peças

Direção de Arte SR

Design e ilustração

Resumo em uma linha por etapa

Workshop

Descobrimos que o cliente ideal do Purple não quer só medir: quer dar um salto e precisa de prova pra isso.

Posicionamento

O Purple é a arma secreta de inteligência de quem precisa entregar um resultado extraordinário.

Execução

Apresentação comercial, landing page e post do Instagram prototipados sobre esse mesmo eixo.

02 · O que exploramos em 2 dias

Do produto à emoção do CMO — e da emoção ao ponto de vista.

Workshop presencial com o time Purple e a Rastro. Cada exercício alimentava o seguinte: primeiro entender o produto e a categoria, depois quem compra, depois contra o que o Purple luta e, por fim, o brief.

A jornada

Dia 1 · Imersão e ponto de vista
10:30Check-in (Dixit)Expectativas
10:50O Purple hojeWalk-through do produto, novo guia visual, “explicar o Purple em 3 níveis”
11:35Q&AO que é inimitável, o que admiram, quem é o cliente
11:50A categoriaBenchmark de concorrentes
12:20Mapa de empatia do CMOÓdios, medos, críticas, interesses, paraíso
14:20Boring2BoldStatus quo · inimigo · mudança
15:25Brief criativoGET · WHO · TO · BY por grupo
16:10Test drive“Se fosse um filme, qual o título?”
Dia 2 · Narrativa e desdobramentos
11:15Recap do briefVotação das opções de GWTB + debate
12:05A sínteseFrase-manifesto: problema → abordagem errada → falsa verdade → nossa abordagem → crença
13:50Quebra-geloPrimeiros exercícios de mensagem
14:20DesdobramentosWireframe e títulos da home · de-para · brief dos 10 slides do pitch · proposta de post
16:50Check-outO que levar pro sprint criativo

O que aprendemos sobre o Purple

🔒 Independência

Nunca ganhou dinheiro de veículo de mídia. É o único MMM do mercado sem conflito de interesse com quem vende o anúncio.

⚡ Velocidade e autonomia

Reconfigurar o modelo leva ~15 minutos (na concorrência, até 2 meses). O cliente sobe a planilha e mexe nas variáveis sozinho, com sandbox pra comparar cenários.

🌊 Efeito cascata e tempo

Mostra o que cada canal gera nos outros (ex: TikTok puxando Google Brand) e quanto tempo cada investimento leva pra converter.

🧠 De dashboard a cérebro

O produto caminha pra um hub de inteligência: chat, artefatos (relatórios), missões e briefing do dia. O uso do chat está crescendo rápido.

👥 Comunidade low-profile

Troca entre pares, sem gravação nem divulgação: “quem tava lá, tava lá”. Um dos ativos mais valorizados pelos clientes.

✍️ Jeito de ser

Científico sem ser careta. Tem opinião, ironia e humor, fala como gente, é pró-marketing e não fala mal de ninguém. Estética de caderno/papel, com imperfeição autoral.

Quem é o cliente ideal

Perfil
  • Challengers, não incumbentes: empresas médias, “mini-enterprise” no máximo
  • Captaram investimento (VC/PE) e têm board ativo cobrando um salto
  • Investimento relevante e mix variado de mídia (senão o MMM não faz sentido)
  • CMO com trajetória fora do padrão e cabeça científica: topa errar, testar e aprender
  • Tem uma “febre interior”: quer fazer melhor mesmo sem ninguém cobrando
O que a gente NÃO é
  • Não é para o maior anunciante do mercado, preso no jogo político de agência
  • Não é para quem quer só “fechar o ano crescendo 20%”
  • Não é consultoria de entrega única. Um cliente que pegou o insight e cancelou mostrou o risco: o Purple precisa ser recorrente

Mapa de empatia do CMO

Odeia

“Confia em mim.” Ter que defender achismo. Falta de pares do mesmo nível. Não ter recurso nem liberdade pra fazer a estratégia em que acredita.

Tem medo

Não provar que o marketing não é custo. Não bater a meta agressiva diante do board. Cair no platô. Corte de budget. Perder o controle.

Critica no mercado

Curto-prazismo, branding separado de performance, métricas opacas das big techs, insights lentos, todo mundo achando que sabe.

Interesses

Cases ousados, troca entre pares, ciência do marketing, e muita coisa fora do marketing: arte, tecnologia, cultura, viagem.

Paraíso

Liberdade, dados infinitos, provas pro board sem se descabelar, budget à altura da meta e espaço pra errar.

Como queremos que se sinta

Evoluindo. Com coragem (não “segurança”), empoderado pra explorar as próprias hipóteses, parte de uma comunidade à frente do seu tempo.

O bom medo: o frio na barriga antes da grande aposta.

Boring2Bold: contra o que o Purple luta

Status quo
  • A ilusão de que os números contam toda a história
  • CAC soberano, nunca questionado
  • Last click e atribuição que mostram o que veio antes, não a causa
  • “Branding demora pra dar retorno”
Inimigo
  • O viés de curto prazo, criado pelas próprias plataformas de mídia
  • O achismo
  • O platô: tudo o que deixa o crescimento linear
  • O CMO acomodado que só joga seguro
Mudança
  • Marketing como ciência que não precisa ser careta
  • Experimentar com coragem: apostar, observar, aprender, evoluir
  • “Não faz sentido aprender a ciência do marketing com quem vende anúncio”

A categoria

Uncover

MMM para profissionais de mídia, enterprise, com conflito de interesse.

Mídia Hero

Consultoria com software para grandes anunciantes. Forte em serviço e PR, pesado em status.

Google / Meta

MMMs gratuitos que educam a categoria, mas medem o próprio canal.

Robyn & afins

Porta de entrada open-source, pouca expressão no Brasil.

03 · Onde chegamos

Para resultados extraordinários, você precisa da melhor inteligência.

O brief final saiu do Dia 2. A votação das opções de cada grupo gerou uma frase “Frankenstein”, então o time recuou um passo e reorganizou o material em três linhas narrativas antes de fechar.

As 3 linhas narrativas debatidas

Linha 1 · Liberdade
“Finalmente fazer o marketing que eu sei que é o certo.”

O CMO travado pelo dogma e pela falta de recurso pra articular o que já sabe. Forte, mas põe a origem do problema nos outros.

Linha 2 · Experimentação
“Bater o platô experimentando.”

A mais tangível, porém a mais óbvia. Risco de “experimento” soar como teste de growth (trocar cor de botão). E o Purple quase some da história.

✓ Linha 3 · Recurso de inteligência
“Resultado extraordinário exige o melhor equipamento.”

Motivação interna, história de herói. Conversa com quem já se deu conta do problema, o que filtra o bad fit que hoje consome o time comercial.

O brief final · GET · WHO · TO · BY

GET
CMOs com metas ambiciosas, em empresas challenger
WHO
que precisam crescer de forma absurda e superar o platô: o dogma, a estagnação, tudo que deixa o crescimento linear
TO
reconheçam o Purple como a arma secreta que vai desbloquear o seu próximo patamar de crescimento
BY
mostrando que, para resultados extraordinários, você precisa da melhor inteligência

O insight por trás

A analogia que ficou

O cliente é o piloto de Fórmula 1. O Purple é a equipe no box.

Quem decide dar mais uma volta com o pneu no limite é o piloto, e a vitória é dele. Mas ele só arrisca porque tem a melhor leitura de dados do lado. Nosso cliente flerta com o impossível.

Outras imagens do mesmo raciocínio
  • Everest: ninguém sobe sem o melhor equipamento
  • Loophole: “pago um software e recebo o cérebro inteiro, sem contratar mais gente”
  • Cérebro do marketing: parceiro de raciocínio, não copiloto de chat
  • Não é eficácia: dá pra ser eficaz crescendo 10%. O alvo é o salto (50%, 180%)

Plataforma de marca

Point of view

Só supera as metas quem assume riscos.

Brand role

Antídoto para a paralisia analítica e a mediocridade de “jogar seguro”.

Filtro de decisão

Soa como ferramenta que otimiza o que já existe, ou como parceiro que desafia o CMO a ousar e evoluir? A gente quer a segunda.

4 caminhos criativos de tagline

Caminho 01 · Perfil challenger
Para desafios que dão frio na barriga.

Tom provocador, foca no tamanho do desafio e não na certeza do resultado. Foi o que assinou a apresentação comercial prototipada, na variação “Para perguntas que dão frio na barriga”.

Alternativas: Onde a coragem encontra a razão · Marketing é para os corajosos
Caminho 02 · Superar o platô
Marketing sem medo, crescimento sem platô.

Liga coragem a crescimento. Leitura ritmada, ataca quem gere marketing com medo.

Alternativas: Para o marketing que recusa o platô · Seu antídoto para o platô de crescimento
Caminho 03 · Testar / arriscar
Apostar é fácil. Entender é Purple.

O Purple como inteligência que vai além de testar. Compara, sem dizer, com as “apostas fáceis” dos outros.

Alternativas: Onde grandes apostas ganham sentido · O primeiro passo para grandes apostas
Caminho 04 · Virar protagonista
Do plateau ao benchmark.

O cliente vira referência, com o Purple como catalisador. Usa buzzwords das lideranças emergentes.

Alternativas: Marketing que entra nos livros · Para virar benchmark no mercado

Expressões guardadas pra desdobramentos: arma secretafrio na barrigapróximo grande saltoflertar com o impossível

04 · O posicionamento na prática

Apresentação comercial prototipada

16 slides que levam o CMO da tensão que ele vive até o convite pro próximo salto. Foi pensada como template: o nome do cliente entra na capa e no fechamento.

🖥️

Apresentação comercial

Intro do pitch + produto, cases, planos e comunidade.

🌐

Landing page (protótipo)

Home com o novo posicionamento, títulos e estrutura de conteúdo vindos do exercício de wireframe do Dia 2.

📱

Post Instagram (protótipo)

Post fixado de abertura do perfil, conectando a mesma narrativa no social.

As três peças seguem o mesmo eixo (resultado extraordinário + frio na barriga) e o mesmo sistema visual: papel, ilustração a traço, Georgia + sans.

O arco narrativo

Tensão→Instinto errado→A virada→O Purple→Como funciona→Prova→Oferta→Comunidade→Convite

Slide a slide

Clique pra ampliar.

01 · Capa co-branded
“Como transformar as perguntas do [Cliente] em crescimento.” CMO na corda bamba entre campanha, budget e deadline.
02 · A tensão
“Você com certeza já passou por isso…” CAC controlado, crescimento mediano, relatório aprovado, budget cortado (dado Gartner 2025).
03 · O instinto errado
Quando o marketing fica caro e para de crescer, o reflexo é pedir mais controle, métricas e dinheiro. E o frio na barriga vira nó no estômago.
04 · A virada
“Otimizar é necessário, mas tem limite.” O próximo salto está em experimentar o que ainda não foi medido, em 4 mudanças.
05 · Posicionamento
“Purple Metrics é o MMM para times que querem mover o mercado.”
06 · 01 Organize
Conecte tudo em minutos: dados de todas as plataformas em 15 minutos.
07 · 02 Analise
O que realmente moveu o ponteiro: halo effect, efeito composto do branding.
08 · 03 Prompt
Pergunte. Explore. Decida. Converse com seus dados sem intermediário.
09 · 04 Atue
Defina o próximo grande experimento: simule antes de mover o orçamento.
10 · Diferencial
“O modelo do Purple enxerga o que os outros não veem.”
11 · Case Buser
“Qual foi o impacto de pintarmos todos os ônibus de rosa?” +13,4% em conversões incrementais.
12 · Case (pergunta 2)
“Quanto eu recupero se cortar performance e dobrar em marca?”
13 · Case (pergunta 3)
“O que vai acontecer se eu triplicar o budget do TikTok?”
14 · Como trabalhar com o Purple
Starter (a partir de R$10k/mês) · Scale (R$30k) · Enterprise (R$90k).
15 · Comunidade
“Os melhores líderes de marketing não pensam sozinhos.” Logos de clientes.
16 · Fechamento
“Qual é o próximo grande salto do [Cliente]?” Assinatura: Para perguntas que dão frio na barriga.
Ponto de atenção pro próximo time: os slides 12 e 13 ainda usam o texto e os números do case Buser como placeholder. Eles precisam de cases reais que respondam às perguntas do título.
05 · Direcional de ilustração

Desenhar a decisão, não o dado.

Guia criado pelo designer da Rastro para criar e aprovar ilustrações do Purple Metrics, com ou sem IA. Serve para quem desenha, para quem encomenda e para quem revisa.

01 · Princípio

Há algo em jogo, a decisão importa, e existe uma forma melhor de enxergar o próximo passo.

Ilustrações feitas à mão, abstratas e provocativas, que transformam marketing, MMM e tomada de decisão em situações físicas e humanas. Toda imagem sugere pelo menos uma destas ideias:

RiscoEscolhaDescobertaAvanço
O que a imagem deve fazer sentir

“Isso parece arriscado, mas agora existe uma forma de entender melhor o salto.”

O Purple Metrics nunca aparece como solução mágica: ela traz método e leitura.

02 · Linguagem visual

Traço

Desenho manual em preto, irregular e seco. Lápis, grafite ou caneta seca, com hachuras pontuais em cabelo, roupa e pequenos volumes.

Fundo

Creme ou off-white, liso. Sem gradientes e sem sombras realistas.

Creme
Off-white
Traço

Composição

Uma ação principal, poucos elementos e muito espaço vazio. A silhueta precisa ser legível em tamanho pequeno. A imagem respira.

Personagens

Humanos expressivos, anatomia simplificada e imperfeita, roupas do dia a dia. Nada de executivo genérico de terno.

Objetos

Desenhados como rascunhos rápidos de caderno. Relatórios e gráficos entram como coisas físicas, nunca como explicação.

Tom

Editorial, inteligente, humano e levemente irônico. A tensão é de frio na barriga, nunca de catástrofe.

03 · Moodboard

A série de referência. Clique para ampliar.

CrescimentoSaltar até a próxima plataforma
VerbaMarca e performance na mesma gangorra
PlatôEscalar a curva quando ela trava
Mix de mídiaReger os canais como uma orquestra
RiscoAtravessar entre a campanha e o resultado
StackO MMM Software encaixa entre os outros dois
DecisãoO instante antes do salto
ClarezaRemar entre planos e relatórios
DescobertaRevelar o que há por trás do modelo
ApostaCruzar até a próxima grande ideia
MensuraçãoMuitos canais entram, uma leitura sai
EfeitoUma peça de mídia move todo o resto

04 · Metáforas

Transforme o conceito numa situação reconhecível, mas um pouco estranha. A imagem sugere a pergunta estratégica sem precisar escrevê-la.

Risco calculado

Atravessar uma linha estreita

Alocação de verba

Equilibrar pesos

Análise

Investigar uma estrutura

Insight

Encontrar uma passagem

Retomar crescimento

Escalar depois de um platô

Decisão

Escolher entre caminhos

Varie. Penhascos, saltos e montanhas-russas funcionam uma vez. Repetidos, viram clichê da própria marca.

Curvas e objetos

Curvas de crescimento

A curva nunca aparece como gráfico de apresentação. Ela vira parte do mundo da cena, e a pessoa caminha, se equilibra, escala, salta, puxa ou investiga essa forma. O arco da história é sempre o mesmo:

InícioCrescimento
MeioPlatô
ViradaRetomada
TrilhaPistaCordaTrampolimMontanha-russaRampaPonteOndaPenhascoCaminho instável

Marketing entra pelos objetos

Termos de marketing aparecem em pequenos papéis, placas ou etiquetas dentro da cena. Pouco texto, sempre em letra de mão.

plano de mídiaorçamentocampanharelatóriocanaisexperimentosmarcapesquisa

Dados viram coisas

Relatórios, gráficos e documentos funcionam como objetos físicos, obstáculos, ferramentas ou paisagens, nunca como explicação visual.

05 · Stack de mensuração

Método 1MMM SoftwareCompleta e melhora o sistema.
Método 2Click-based attributionContinua com seu papel.
Método 3ExperimentosContinua com seu papel.
  • Quando a imagem falar do stack, os três nomes aparecem juntos e legíveis, exatamente como acima.
  • A mensagem é complementaridade. O MMM é a peça que faltava: soma, não apaga nem domina os outros métodos.
  • Nenhum dos três aparece menor, apagado ou subordinado.
  • Encaixes físicos (peças, engrenagens, blocos, pontes) precisam funcionar. A peça inserida corresponde ao vazio que ela preenche.
ReferênciaO encaixe entre os três métodos

06 · O que evitar

Clichês de negócio

DashboardsPessoa olhando para telaPersonagens felizes apontando gráficosKPIsPlanilhasGráficos literaisSetas soltasLâmpadasFoguetesTroféusAlvosApertos de mão

Estéticas fora da marca

Visual SaaS genéricoBanco de imagemVetor cleanInfográficoCartoon infantil3DRealismoCores fortesGradientes

Excessos

Muito textoMuitos documentosComposição densaPânicoCenas apocalípticasSolução mágica
Exceção. Lâmpadas, alvos ou setas só entram dentro de uma situação inesperada, nunca como a solução principal da imagem.

07 · Como pedir uma ilustração

O pedido tem duas partes. A cena você escreve, com a metáfora descrita como imagem concreta. O prompt visual é fixo: segura traço, personagem e composição. Comandos só conceituais (“editorial, inteligente, risco”) fazem o modelo cair no padrão dele: homem de terno, sombreado de grafite e paisagem épica.

Passo A · Escreva a cena

1Quem

Por padrão, a personagem da série: uma mulher de cabelo escuro e roupa casual.

2Ação física

Um verbo só: atravessar, equilibrar, remar, empurrar, puxar, levantar, girar, saltar, encaixar.

3A estrutura estranha

O conceito vira um objeto. Quase sempre junta o mundo do escritório com uma aventura: a mesa vira lago, duas mesas viram corda bamba, placas de mídia viram dominós.

4A tensão

O que está em jogo ou pode dar errado. Frio na barriga, nunca catástrofe.

5Rótulos

No máximo 3 palavras curtas em papéis, placas ou objetos.

Regra de ouro: o conceito mora no objeto, não no rosto. Se a cena só funciona com uma expressão preocupada, reescreva.

✓ Cabe em 2 frases
Se precisar de um parágrafo, tem coisa demais.

✓ Dá pra rabiscar em 5 min
Num caderno, sem cenário.

✓ Funciona sem legenda
Sem o título, a imagem ainda faz uma pergunta.

✓ Não repete o moodboard
Penhasco e salto já foram usados. Varie.

O moodboard decodificado

As cenas da série escritas na fórmula. É esse nível de concretude que o pedido precisa ter.

Risco

Uma mulher atravessa uma corda bamba esticada entre duas mesas de escritório, com um laptop debaixo do braço. Entre as mesas, papéis caídos: CAMPAIGN RESULTS, BUDGET. Nada além das mesas e da corda.

Clareza

Uma mulher rema uma canoa num lago de café derramado de uma caneca gigante sobre a mesa. Papéis boiam em volta: MEDIA PLAN, BUDGET, Q3 REPORT.

Efeito

Uma mulher empurra a primeira de uma longa fileira de placas gigantes como dominós. A primeira diz MEDIA. O resto é fundo vazio.

Decisão

Uma mulher na ponta de um trampolim de piscina altíssimo, segurando uma pasta, olha pra baixo. Lá embaixo, pequenininho, um alvo no chão. Só duas nuvens pequenas.

Antes e depois

Ideia vaga

“Um profissional diante do desconhecido, com uma ponte para o futuro.”

Sem personagem definido, sem tensão concreta. O modelo inventa o resto: terno, abismo, montanhas.

Cena

Uma mulher para na beira de uma pequena rocha flutuante, segurando um papel escrito PLANO. À frente, uma ponte de corda fina vai até outra rocha com uma bandeirinha PRÓXIMO PASSO. Faltam as tábuas do meio, e ela leva uma tábua nova debaixo do braço.

A tábua é o método: o risco existe, mas ela sabe como atravessar.

Passo B · Cole no prompt visual

Substitua [CENA] pela cena escrita. No ChatGPT ou no Gemini, a cena pode ir em português. No Flow, no Midjourney e no Firefly, traduza a cena para o inglês.

Hand-drawn editorial illustration, black ink on a flat, plain cream background (#F5F0E4). LINE: thin, slightly wobbly fine-liner pen line, like a quick sketchbook drawing. Mostly outlines. Light hatching only on hair, clothing folds and tiny shadows under objects. No graphite smudging, no tonal shading, no gray fills. CHARACTER: one adult, by default a woman in her 30s with long dark wavy hair, wearing casual everyday clothes (loose sweater or shirt, wide trousers, sneakers). Simplified, slightly elongated body. Minimal face: dot eyes and a tiny line for the mouth. Focused, natural expression. Never a caricature, never a business suit. COMPOSITION: one single action, readable at a glance. The character is small, about 1/4 of the image height. The scene floats isolated in the middle of the blank background: no landscape, no horizon, no sky, no ground beyond what the action needs. At least 60% of the image is empty cream space. SCENE: [CENA] TEXT: only the labels mentioned in the scene, in small handwritten capital letters on paper, signs or objects. No other text, no logo, no signature, no watermark.
Negative prompt (no campo próprio, se a ferramenta tiver): suit, businessman, caricature, big head, exaggerated expression, graphite shading, heavy hatching, gray tones, landscape, mountains, clouds, fog, horizon, dramatic lighting, color, gradient, 3D, realistic, vector, flat corporate illustration, infographic, dashboard on screen, crowded composition, logo, watermark, signature, extra text

Passo C · Ajuste por edição

Quando uma imagem chegar perto, não gere do zero: peça uma correção pontual nela. Clique para copiar.

08 · Ferramenta

⬇Baixar diretriz para agentes de IApurple-metrics-diretriz-ilustracoes-v2.md · anexe no ChatGPT, Gemini, Midjourney ou Firefly

Sugestão: ChatGPT Pro. Qualquer agente que gere imagens serve (Gemini, Midjourney, Adobe Firefly), desde que receba o contexto abaixo e entregue o resultado esperado.

Como alimentar o agente

1

Contexto. Anexe o direcional e de 3 a 6 imagens do moodboard como referência de traço e tom.

2

Pedido. Escreva a cena seguindo a fórmula do passo A e cole no prompt visual. No ChatGPT ou no Gemini, anexe também o purple-metrics-diretriz-ilustracoes-v2.md ⬇, que traz o contexto e a ficha técnica.

3

Ajuste. Compare o resultado com o moodboard e use as correções do passo C, uma por vez, até ele bater com a série.

Resultado esperado

  • Traço preto feito à mão sobre fundo creme ou off-white
  • Uma ação principal, poucos elementos e espaço vazio
  • Metáfora humana e situacional, sem os clichês de “O que evitar”
  • Coerente com o moodboard, como se fosse da mesma série

Fonte: Purple Metrics · Direcional de Ilustração, outubro de 2026.